Faltam 24 dias…

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Até a balada, quem sabe…

Posso começar dizendo que amamentar pra mim sempre foi considerado item acima de qualquer discussão, ou seja, eu queria amamentar até uns 2 anos, pelo menos. Isso sempre esteve em mim, assim como o parto normal, o que era natural até então.

O parto natural eu consegui, mas desde que estava grávida, devido a relatos que eu lia de grupos que eu participava, eu tinha medo mesmo era da amamentação. Alguma coisa me assombrava, eu tinha muito medo desse momento.

E nos primeiros dias, com muito leite, meus seios ficaram irreconhecíveis. Botava a Isa pra mamar a toda hora e ela sempre teve muita força. No começo achei normal, mas aí vieram os machucados, sapinho, na boca dela e no meu seio, e começaram os dramas.

Foi cruel, eu liguei pra minha doula, pro neonato que me atendeu em casa, escrevia pras listas que eu participava, localizei sites de amamentação que davam dicas, pq eu não aguentava mais ficar com o seio pra fora, colocando compressa de camomila, pomada lansinoh, e nada resolvia… quando a parteira que me atendeu, também especialista em amamentação, foi em casa e viu que minha bebê me mordia ao invés de sugar, fizemos um exercício simples e a partir daí as coisas começaram a melhorar.

Confesso que muitas vezes eu chorei no pé da cama, fui consolada todas as vezes pelo meu marido, que sempre me incentivou. Pensei em desistir e dar leite artificial um milhão de vezes, mas não tinha coragem, achava que estaria sendo desonesta com minha filha, pois eu tinha muito leite… era questão da gente se acertar. E eu tinha convicção que iria vencer essa batalha, iria dar pra minha filha todo leite que ela quisesse.

Depois desse dia da parteira em casa, as coisas começaram a fluir. O seio foi melhorando, meu relacionamento com a minha filha melhorou (na hora da amamentação, era tudo muito tenso, muito nervoso) e esse momento, antes doloroso, passou a ser prazeiroso.

Amamentar não é fácil no começo. É preciso ter convicção no que vc quer, se não você se rende a primeira prescrição de leite artificial do pediatra. Eu tive a maldita prescrição, pois a Isa perdeu bastante peso no começo, mas joguei ela no lixo, e troquei de pediatra. E também é preciso ter apoio. Eu tive apoio incondicional do meu marido, que jamais sugeriu dar outro leite que não o meu, apoio de uma rede virtual de amigas que eu nem conheço pessoalmente, mas que ajudam muito e também da minha parteira querida, que foi até em casa pra ver o que estava acontecendo.

Hoje estamos felizes e muito bem resolvidas. Minha bebê tem 1 ano e 1 mês, mama 2x ao dia (na hora que acorda e antes de dormir), aos finais de semana mama a hora que quer ( ela já pede, então fica bem mais fácil) e iremos continuar assim até que ela queira…

Já ouvi todo tipo de argumento contra a amamentação, mas me faço de surda. Me perguntaram uma vez até quando eu iria amamentar. Eu respondi: Até o dia que minha filha virar pra mim e responder: – mãe, dá um tempo, tô atrasada pra uma balada…   😉

Amamentar hoje pra mim é uma delícia. Mas eu não teria conseguido sozinha. Metade foi minha convicção, a outra metade foi a ajuda externa que recebi.

Drica, mamãe da Isabela

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