Faltam 12 dias…

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Durante a gestação contrai hepatite A, e o meu bebê apresentava uma imagem no seu abdome, na ultrassonagrafia, fui acompanhada pelo obstetra e por uma cirurgiã-pediátrica, já sabíamos que ele iria ser submetido a uma  cirurgia após o nascimento. Sendo assim, logo após o parto, o meu bebê foi para UTI neonatal, isso aconteceu às 23 horas e só no dia seguinte pude ter contato com ele. Ao primeiro encontro ele foi amamentado, tentativa de sucção, mas logo ele ficou de dieta zero para cirurgia, e depois da cirurgia foi alimentado por nutrição parenteral por 5 dias.

Durante esse período, minhas mamas estavam cheias e todos os dias eu passava horas no lactário do hospital, realizando ordenhas manuais, massagens e esvaziamento das mamas (que luta! e quantas lágrimas derramadas), mas pedia às lactaristas que não desistissem e continuassem todo o processo; até que um dia a cirurgiã me disse “Hoje você vai coletar o leite pois vamos alimentá-lo com o seu leite e se ele responder bem vamos liberar para ele sugar ao seio”, ele era o maior bebê da UTI naquele período (3.580 kg), as outras mães me diziam que queriam ver os filhos delas gordinhos como o meu, e tudo deu certo naquela tarde, ele aceitou o leite e logo foi colocado ao seio.

Que emoção! Já tinha uma experiência de amamentar minha primeira filha e sabia o quanto era importante para mim e para ele aquela atitude, e depois de passado todo esse sufoco ele mamou por um ano.

Sou enfermeira e trabalho em maternidade há 18 anos, sou defensora do aleitamento materno e atualmente estou aprendendo muito participando como presidente de uma comissão de incentivo ao aleitamento materno no hospital que trabalho.

Indira Araújo

 

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