Faltam 8 dias…

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Nunca pensei em ser mãe e nunca imaginei que esta experiência transformaria tão profundamente minha maneira de ver a vida. Miguel nasceu em um lindo parto domiciliar, rápido, intenso e poético. Ainda com o cordão conectado, mamou com volúpia. A amamentação, para mim, foi uma extensão da humanização do meu parto. Como nossa relação de mãe e filho foi respeitada, a amamentação transcorreu sem maiores complicações.

Os primeiros meses são intensos de dedicação para a mãe. Mas como estava em licença-maternidade, não senti o peso desta dedicação. A intensidade dos cuidados era proporcional à resposta do crescimento do Miguel.

Chegou a fase do nascimento dos dentes, das mordidas no seio, mas tudo me parecia muito normal e contornado com todo carinho, conversa e atenção. Depois dos 8 meses, continuamos com nossa lua de leite que continua intensa até hoje, aos 16 meses do Miguel. Espero que continue pelo tempo que nos for confortável.  Adoro o ver chegar, puxar a minha blusa e pedir “tetê”, me olhando com os olhos mais cheios de amor que vi em toda a minha vida. Não me incomodo de acordar de madrugada para amamentar, que cada dia tem sido mais raro.

Muita gente diz que o Miguel não gosta de comer porque mama muito. Eu acho isso ótimo. Ele quase nunca fica doente, é uma criança esperta, doce, sociável. A vida me fez uma mãe dedicada e trabalhando em casa posso continuar com a livre-demanda. Acredito que estes anos da vida da criança são fundamentais para sua formação imunológica e psicológica. Perto disso, o nosso esforço é tão pequeno e recompensador. Uma sensação que tenho é de que meu corpo está fazendo a melhor coisa que poderia fazer: servir para alimentar o corpo e a alma de alguém.

Kalu Gonçalves, jornalista, 28 anos, mãe do Miguel Narayan.

 

 

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