4º dia de SMAM

by


Minha História de Amamentação

 Quando a Anna Elisa nasceu, eu queria chegar nos seis meses de amamentação. Era o meu objetivo, qualquer coisa além disso seria lucro. E apesar de ainda saber que aqueles seis meses exclusivos eram super importantes, hoje sei que nossa relação de amamentação vai muito além. Com minha primeira filha, Emily, nasceu, eu queria amamentar, mas não tive nenhum apoio para isso. Depois de passar por uma cesárea, voltei a trabalhar após 18 dias. Ela ia comigo, mas todos tinham palpites, e o ritmo da minha vida, sozinha, fez com que eu desistisse muito facilmente. Introduzi leite artificial em algumas mamadas, nem passava pela minha cabeça que poderia tirar leite e deixar para ela. E quando a médica mandou tomar um remédio para uma infecção, mas que teria que parar de amamentar, parei. Simples assim, quando ela tinha 3 meses. Me arrependi muito e senti falta depois, mas era tarde demais. Depois, adotamos os gêmeos, mas com 9 meses imaginei que não mamariam mais, então nem tentei. E aí veio a Anna Elisa. E eu queria que tudo fosse diferente. Um parto normal, amamentar até os seis meses, consegui estas coisas. Mas só porque tive muito apoio.

Desde o nascimento, a Elisa ganhava peso muito lentamente. Chegamos a voltar uma vez na pediatra que havia acompanhado os outros filhos, e ela já falava em pesagens semanais e introdução de complemento de leite artificial. Não pensei duas vezes, e não voltamos mais. Ficamos com o pediatra que acompanhou o parto. E ele sempre levou com muita calma esta questão dela ganhar pouco, ser sempre magrinha, mesmo ao prolongarmos a amamentação exclusiva até os nove meses. Pois apesar disso, estava ativa e esperta. Mas outra coisa fundamental, e que mudou minha visão de amamentar para sempre, foram as reuniões da Matrice a cada sexta-feira. Nem me lembro extamente quando comecei a ir, apenas que era quando a Elisa era bem pequena ainda. E através das outras mães, dos relatos, do apoio para desencanar quanto ao peso, meu objetivo mudou. Passou a ser um objetivo de que ela mamasse exclusivamente até os seis meses pelo menos, mas que continuasse mamando por MUITO tempo ainda. Hoje ela tem 1 ano e 2 meses, e espero que ainda nem tenhamos chegado à metade do caminho. Antes, falar de criança de 3 anos mamando era algo que eu achava muito estranho, hoje vejo como algo totalmente natural bem além disso.

Mas as reuniões tiveram também outro efeito muito bom: mal me lembro de problemas. Sei que tive coisinhas… tive algumas vezes umas inflamações que eu fiquei sem dar um peito por um dia e tinha que mudar de posição até achar um jeitinho certinho pra não doer. A Elisa me deu umas mordidas que machucaram na época (isso é outra coisa: sempre tive medo de amamentar uma vez que a Elisa tivesse dentes, mas não é uma coisa tão difícil, dá pra conversar e resolver). Mas tudo isso era pouco em comparação ao prazer de amamentar. Minha família, tipicamente americana, acha que a amamentação é estranha, e que a Elisa já passou da idade, etc. Agora não ligo tanto, mas antigamente eu ficava meio sem saber o que falar, como agir. Apesar de não concordarem, respeitam na maior parte do tempo, e respeitaram a amamentação exclusiva.

Fora as dificuldades de peso, há ainda mais uma historinha nossa: um dos meus gêmeos, o Lucas, que tinha 1 ano e 7 meses quando a Elisa nasceu, depois de um tempo, começou a pedir pra mamar. Ás vezes dois, três dias seguidos, às vezes mais de uma vez no dia, às vezes com intervalos de duas semanas ou mais. Mas ele, no ritmo dele, ainda mama.

Heather mãe da Emily, Lucas, Logan e da Elisa

Anúncios

Tags: , , ,


%d blogueiros gostam disto: