Faltam 4 dias…

julho 28, 2008 by

Meu nome é Fernanda, tenho 31 anos, sou pediatra e uma entusiasta da amamentação desde os tempos de residência. Mas, apesar de saber de todos os benefícios da amamentação na teoria, foi só ao ter meu primeiro filho que descobri a verdadeira maravilha que é  amamentar e fiquei pronta para apoiar e compreender  outras mulheres, amigas ou pacientes.

A minha sensação ao amamentar meu filho era de poder absoluto e de comunhão total com a natureza. É emocionante a troca de olhar e de carinho que acontece durante as mamadas. É incrível saber que tudo que eles precisam está lá, dependendo apenas da nossa vontade de amamentar. Agora estou super feliz em estar grávida novamente e ter uma nova chance de amamentar. Amamentar exige esforço e dedicação, mas com certeza vale a pena.

Fernanda, mãe do Felipe
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Faltam 5 dias…

julho 27, 2008 by

Depois de engravidar, meu sonho era amamentar para me sentir completa. Queria sentir o calor do meu filho perto de mim, que ele pudesse ter o contato mais natural possível com as vitaminas que o leite materno dispõe. Pra minha felicidade, em uma das consultas do pré-natal, minha médica disse que eu já tinha colostro, aos 5 meses de gestação. Mas meus seios são pequenos e eu pensava que não teria leite suficiente. Pensei também: “e se ele não quiser mamar?” Eram tantas as dúvidas e inseguranças, juntando com os hormônios super-ativados da gravidez, que o jeito mesmo era esperar pra ver. Participávamos de um grupo de casais grávidos onde aprendemos sobre o antes, o durante e o depois do nascimento. Essa vivência nos ajudou bastante, dando-nos segurança e desmistificando muitas crenças que passam de geração em geração.

De um parto domiciliar, nasceu Ernesto! Nosso primogênito chegou no dia 4 de janeiro de 2007, após 21 horas de trabalho de parto  acompanhadas das doutoras Melania e Leila e da doula Daniela.  Durante todo o TP, o apoio do pai foi incondicional, auxiliando nas massagens para relaxamento durante as contrações e sempre presente chamando: “vem, Ernesto!”. O momento do nascimento é maravilhoso! O fato de Ernesto ter ido para meu colo logo após a expulsão foi de extrema importância: o reconhecimento do seio, o calor dos braços da mãe, mesmo antes de cortar o cordão umbilical. Pra minha felicidade, ele queria mamar! E depois que o leite “desceu”, haja peito! Tanto que consegui armazenar alguns vidros de leite. Levei alguns para doar, e ainda consegui fazer um pequeno estoque congelado ou pasteurizado.

Queria que meu filho mamasse exclusivamente mesmo após minha licença maternidade terminar. Sempre adotei a técnica de deixá-lo mamar um dos seios o máximo possível para que, dessa forma, ele pudesse sugar o colostro que vem primeiro e o “leite de verdade” que vem depois. Depois, na próxima mamada ele mamava o outro seio o máximo possível. Aprendemos que deixá-lo mamar 15 min em um seio e 15 min em outro era errada, pois assim ele acaba mamando somente o colostro e não ganha peso. Nos primeiros dias, confesso que fiquei desesperada, pois ele escolheu um dos seios e não queria o outro. O mamilo daquele que ele escolheu começou a rachar e o outro, cheio, vazando, começou a “endurecer” e doer, foi sofrimento. Tinha que persistir, e não desistir de amamentar. Contei com a ajuda da “bombinha” pra esvaziá-lo e com a ajuda do pai para fazer o bico rejeitado “aumentar”. Era isso! Eu tinha um dos mamilos “curto” e Ernesto preferia aquele mamilo maior, que dava uma pega melhor. Ele mamava, 40, 50 minutos. Na próxima mamada ele não aceitava o outro, e doía e eu chorava e ele chorava também. Depois, com insistência e paciência, o problema foi resolvido em alguns dias! Outra noite de sofrimento que marcou foi por volta do 7º dia de nascido. Ernesto mamou. Mas mamava e chorava. Desesperado! Ninguém dormia. Pensei: “meu leite secou!”. Apertava os mamilos e não saía leite. O que eu faço? Pedi uma lata de complemento na farmácia. “Ah, não! Vou ter que dar complemento, com menos de 1 mês?” Calma! Liguei pra doula, conversamos um pouco. Resolvemos que iríamos esperar até o dia seguinte para ver se o fluxo de leite voltaria ao normal. Ligamos pra farmácia e cancelamos o pedido do complemento. De fome ele não ia morrer. Fomos acalmando-o com carinho e oferecendo o peito, nem que fosse pra fazer de chupeta. No outro dia, para a nossa felicidade, o leite jorrava! Ernesto agradecia e se esbanjava de tanto mamar!

Enfim, nada como o apoio de pessoas certas numa hora dessas! Hoje, com 1 ano e 6 meses, Ernesto ainda mama. É um garoto saudável, alegre e esperto.

Sylvana Carla, mãe do Ernesto

Faltam 6 dias…

julho 26, 2008 by


Eu já passei das dificuldades iniciais da amamentação que, particularmente, foi uma experiência que ocorrera de forma tranqüila: o peito não rachou, foi exclusivo até os cinco meses, meu bebê se desenvolveu de uma forma maravilhosa.

Mas passo agora por outras dificuldades: as finais. E não é porque eu não consigo desmamar, pelo contrário, estabeleci que queria amamentá-lo até os dois anos. Mas o preconceito da sociedade e da família é muito grande.

Chamam meu filho de manhoso, de sem vergonha, como pode! Ele é um inocente de um ano de oito meses. A ginecologista chegou ao cúmulo de dizer que ele virá a ser um adulto problemático por causa disso, que eu tinha que tirar o peito urgentemente. O marido, apesar do seu amor e companheirismo, alega que não agüenta me ver acordando ainda, depois de mais de um ano,  de madrugada.

Mal sabe ele que eu ligo o piloto automático. É tão natural que eu não sinto o cansaço e o sono que ele diz que eu deveria sentir… Assim como todo o resto do mundo que jura saber como eu me sinto cansada.

Cansada nada! Ele continua mamando, acima de tudo porque eu quero, porque nós dois gostamos. Somos então dois sem-vergonhas, cúmplices nessa relação de amor e carinho mútuo. Ele mama até hoje porque, apesar de toda torcida contra, acho que faz bem , porque é seu acalanto, o seu remédio e a minha terapia.

Tatiana Ferreira e o bebêzão Luiz Tiago.

Leia mais sobre o tema:

  • As crianças que mamam no peito após um ano de idade, no mínimo duas vezes ao dia, conseguem garantir pelo menos 40% das necessidades nutricionais diárias. Além disso, as mães continuam garantindo uma ótima produção de anticorpos para defender essa criança de doenças”, explicou a coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Sônia Salviano., no link abaixo;
  • O desmame precoce acarreta prejuízos tanto para os bebês como para as mães. A doença mais comum nas crianças é a diarréia, que leva muitas vezes a criança à desnutrição e à predisposição a outras infecções, como as respiratórias e as de ouvido, podendo levar à morte. As mães que amamentam mais seus filhos também reduzem o sangramento pós-parto e a possibilidade de desenvolver anemia. (link)
  • Aleitamento materno no 2º ano de vida: Cerca de 2 copos de leite materno fornecem mais de 90% das necessidades diárias de vitamina C, assim como % importante das necessidades de vitamina A, proteínas e calorias. (De: WHO/CDR/93.4 )

Nós da Matrice acreditamos e seguimos as orientação da Organização Mundial de Saude, que recomenda a amamentação até pelo menos os 2 anos, sendo que de forma exclusiva até os 6 meses!!!

Falta uma semana…

julho 25, 2008 by


Eu tive minha primeira filha na década de 70, anos em que a amamentação não era ensinada nas faculdades de medicina, nem nas aulas de pediatria…Sou médica pediatra e, como era comum na época, recebi da Nestlé latas e latas de leite em pó “Nanon”, logo após o parto.

Eu sabia que o leite materno era o melhor porque nos livros de Pediatria havia uma frase sobre alimentação infantil que dizia: DAR PREFERÊNCIA AO LEITE DO PEITO . Só que neles não havia sequer uma palavra sobre a técnica de amamentar ou sobre sua importância. Tive muitas dificuldades no início da lactação, desenvolvi fissuras muito dolorosas e mamas ingurgitadas. Eu acabei insistindo por heróicos 15 dias (e minha mãe protegeu bravamente minha decisão), quando finalmente eu e minha filha nos adaptamos, superamos a dor e a amamentação se estabeleceu. Quem me deu apoio? Minha mãe, claro! Mas quem nos deu força foi a Laika, uma pequena “vira lata” lá de casa! Aconteceu que poucos dias depois do meu parto, D’alma, minha cadela de raça, pariu 6 robustos filhotes. Como ela parecia estar realmente muito abatida depois de um trabalho de parto de 8 horas, nós decidimos dar aos filhotes o leite em pó que eu acabara de ganhar de presente. Depois de introduzido o leite artificial, ela se desinteressou pela cria. Dia após dia, os filhotes foram morrendo, até que Laika, a outra cadela, apesar de não ter engravidado, passou a produzir leite, adotou e amamentou os 3 últimos cachorrinhos. Esses acontecimentos impressionaram muito a mim e à minha mãe, e fizeram com que nós resistíssemos ao apelo da  Nestlé para introduzirmos leite em pó (imaginem só, uma pilha de latas de leite gratuitas, chegando e entrando dentro da nossa própria casa !!!),

Foi assim…Ah! e o resto do leite que recebemos por meses consecutivos? bem… mamãe tentou algumas receitas, mas como elas não deram certo, ela apenas aproveitava as latas, para fazer mudas das plantas do nosso jardim, aquelas que os nossos crescidos cãezinhos tinham a mania de destruir…

Ana Júlia Colameo, mãe e pediatra, membro da IBFAN

Faltam 8 dias…

julho 23, 2008 by

 


 

 

Nunca pensei em ser mãe e nunca imaginei que esta experiência transformaria tão profundamente minha maneira de ver a vida. Miguel nasceu em um lindo parto domiciliar, rápido, intenso e poético. Ainda com o cordão conectado, mamou com volúpia. A amamentação, para mim, foi uma extensão da humanização do meu parto. Como nossa relação de mãe e filho foi respeitada, a amamentação transcorreu sem maiores complicações.

Os primeiros meses são intensos de dedicação para a mãe. Mas como estava em licença-maternidade, não senti o peso desta dedicação. A intensidade dos cuidados era proporcional à resposta do crescimento do Miguel.

Chegou a fase do nascimento dos dentes, das mordidas no seio, mas tudo me parecia muito normal e contornado com todo carinho, conversa e atenção. Depois dos 8 meses, continuamos com nossa lua de leite que continua intensa até hoje, aos 16 meses do Miguel. Espero que continue pelo tempo que nos for confortável.  Adoro o ver chegar, puxar a minha blusa e pedir “tetê”, me olhando com os olhos mais cheios de amor que vi em toda a minha vida. Não me incomodo de acordar de madrugada para amamentar, que cada dia tem sido mais raro.

Muita gente diz que o Miguel não gosta de comer porque mama muito. Eu acho isso ótimo. Ele quase nunca fica doente, é uma criança esperta, doce, sociável. A vida me fez uma mãe dedicada e trabalhando em casa posso continuar com a livre-demanda. Acredito que estes anos da vida da criança são fundamentais para sua formação imunológica e psicológica. Perto disso, o nosso esforço é tão pequeno e recompensador. Uma sensação que tenho é de que meu corpo está fazendo a melhor coisa que poderia fazer: servir para alimentar o corpo e a alma de alguém.

Kalu Gonçalves, jornalista, 28 anos, mãe do Miguel Narayan.

 

 

Faltam 9 dias…

julho 23, 2008 by

Sempre achei que amamentar seria uma coisa natural e fácil. Natural é, mas não foi nada fácil.

Tive um parto domiciliar super tranquilo mas meu bebê não quis mamar logo que nasceu e com isso percebi que ali começaria a minha luta. Eu não tinha bico, então a Ana Cris me aconselhou a usar as conchas para formar o bico. Comprei no dia seguinte e começei a usar. O Felipe resolveu mamar e com muita vontade. Meu leite desceu logo e não tive grandes problemas, só uma febre e um mal estar, que logo passaram. Ele mamava com muita vontade e cada vez que ele pegava o peito eu sentia mais dor. O bico foi ficando machucado e a dor aumentando. Ele tinha uma pega perfeita, mas mesmo assim doía bastante.

Adotei a livre-demanda, ele mamava a toda hora e o peito cada vez mais machucado, não doía mais só quando ele começava a mamar, mas a mamada toda. Meu marido me apoiava, mas minha mãe e minha sogra falavam que não tinham conseguido amamentar, que era muito difícil, que se eu desistisse não teria nenhum problema. Mas eu não queria desistir, sabia que era o melhor para o meu filho e não podia desistir.

Quando ele estava com 15 dias não aguentei, chorava só de pensar que ele ia acordar para mamar, meu marido chegou do trabalho a noite e me pegou chorando junto com o bebê desesperada e dizendo que não estava mais aguentando. Acho que juntou tudo e desabei. Ele ligou para os meus pais e eles vieram pra casa. Meu pai comprou uma lata de Nan e minha mãe deu a mamadeira pro Felipe, porque eu não conseguia. Saí pra comer alguma coisa, precisava colocar as minhas idéias em ordem. Pensei: Amanhã vou alugar uma bomba e tirar o meu leite pra dar pra ele. Se não conseguir amamentar no peito pelo menos o meu leite ele vai tomar. Não conseguia nem pensar em colocá-lo no meu peito naquela hora. Hoje sei que foi mais piscológico do que físico, mas naqulele momento estava em desespero.

No dia seguinte, aluguei a bomba e comecei a tirar o meu leite, mas eu estava inconformada de dar Nan pro meu filho. Tinha vergonha de receber visitas por causa da mamadeira. Chamamos a Ana Paula em casa e ela foi um anjo. Conversou comigo e me fez ver que não era o fim do mundo, que isso acontecia bastante e que realmente é muito difícil a amamentação exclusiva. Fiquei um pouco mais calma e disse pra mim mesma: Vou dar um tempo e vou começar tudo de novo.

Depois de uns dias tirando meu leite e complementando com Nan, eu voltei a dar o peito. Foi uma alegria enorme, eles não doíam mais, estavam cicatrizados. Só o que me incomodava um pouco era a sonda de relactação que usei com medo dele não pegar o peito. Mais uns dias e fomos na consulta com o Cacá, foi uma terapia, chorei tudo que eu tinha pra chorar e ele me disse: Vocês não precisam da sonda. Cheguei em casa e guardei aquela sonda no fundo do armário e realmente nós conseguimos nos acertar e tudo foi ficando perfeito.

Um pouco antes da consulta de 2 meses o tempo deu uma esfriada e o Felipe não queria saber de mamar, só ficava 5 minutos no peito e depois largava. Liguei para o Cacá deseperada e ele disse que se ele estava ativo, não tinha problema nenhum. Fiquei mais calma. Na consulta de dois meses veio o susto, o Felipe não tinha engordado quase nada em 40 dias. Ainda bem que o pediatra era o Cacá. Ele me pediu pra colocar o Felipe bastante no peito e voltar lá depois de uma semana. Tentamos fazer um intensivão mas ele não queria, chegava a ficar 5 horas sem mamar, mas mesmo assim engordou mais um pouco e chegamos a conclusão que ele seria magrinho como o pai.

Agradeci a Deus por ter um pediatra que pensa assim. Ele sempre está na faixa vermelha do gráfico de peso e ele disse que não tem problema, porque está crescendo super-bem. Quando ele estava com 3 meses e meio e faltavam 15 dias pra eu voltar a trabalhar comecei a fazer o estoque de leite. Depois descobri que tinha que ter começado antes, mas a moça do aluguel da bomba me disse que só podia congelar o leite por 15 dias. Mesmo assim consegui fazer um estoque de 1 litro. Mas uns dias antes de eu voltar a trabalhar o meu leite deu uma diminuída e o Felipe teve um surto de crescimento e queria mamar cada vez mais. Tive que dar o meu estoque para o Felipe mamar nesses dias e ele se foi. Agora que estou trabalhando, estou sem estoque e produzindo em um dia o que ele vai tomar no outro e ele mamando cada vez mais e assim vamos levando, um dia de cada vez. Mas eu gostaria de dizer que vale muito a pena. É gratificante saber que aquele bebezinho está crescendo a cada dia graças a você.

Debora e Felipe (4 meses)

Faltam 10 dias…

julho 22, 2008 by

AMAMENTAÇÃO (quase) exclusiva e até quando Deus quiser!

Neste mês de julho de 2008 comemoramos 1 ano e 10 meses amamentando meu pequeno Kael. São aproximadamente 660 dias ou algo em torno de 3.960 mamadas! Uau!

“É suficiente”, diriam uns. “É demais”, diriam outros. “Ainda mama?”, se espanta a maioria.

Em casa nós dizemos: “Estamos quase chegando à recomendação da Organização Mundial de Saúde!”. E meu marido completa: “Quando ele entrar na universidade, ele larga”.

Como chegamos até aqui? A começar graças à minha disposição de mãe-mamífera, pois mais do que ninguém, nós (mães-mamíferas) temos que acreditar na nossa capacidade, ter muita determinação, perseverança, paciência e dedicação, assim conquistamos a confiança e o apoio de todos à nossa volta.

Mas como ninguém faz nada sozinho nessa vida, vencemos várias ‘batalhas amamentícias’ com o GRANDE APOIO de pessoas muito especiais:

 

Dra Leila: médica-comadre-amiga, me proporcionou o que considerei o primeiro passo para o nosso sucesso na amamentação: meu parto normal. Sim! Depois do parto me tornei muito mais segura, minha auto-estima melhorou e afinal, se eu tinha conseguido parir, era capaz de qualquer coisa!! Ao longo da amamentação me deu dicas de como diminuir o empedramento, meu companheiro constante, com a inesquecível técnica do ‘bebê rotativo’
Dra Gabriela: 1ª pediatra do Kael, o acompanhou em Recife no seu 1º ano de vida. Nesse tempo todo nunca sugeriu a introdução de leite artificial, pelo contrário, sempre me estimulava a estocar leite materno para o retorno ao trabalho e nos medicou na nossa primeira dificuldade: uma candidíase no mamilo por conta do uso de protetores de algodão. Ele estava com 10 dias de vida e eu tinha ligado na véspera pra perguntar pra ela quanto de NAN eu podia dar. No dia seguinte tínhamos consulta e ela avaliou o mamilo, passando remédio pra mim e pra ele. Insistiu pra continuar amamentando que iria ficar tudo bem. Nossa, como isso dói, arde, queima! Graças a essa candidíase nossa amamentação foi classificada como “quase-exclusiva”. Por 16 dias dei complemento de 60ml de leite artificial uma vez no fim do dia para que os pobres peitos ardidos pudessem respirar um pouco e se recuperar.
Graças ao Banco de Leite Humano do IMIP (Instituto Materno Infantil de Pernambuco) conseguimos nos libertar da lata de NAN aos 25 dias de vida. Impressionante a dependência que sofremos de uma miserável lata de leite! Lá no BLH do IMIP ele foi pesado (já havia ganhado quase 1kg), avaliaram a pega e o mamilo (já sem cândida) e me perguntaram por que eu complementava. Sem uma resposta decente, não restou outra alternativa senão abandonar o julgo daquela tal lata de leite. Cada dia sem o NAN era uma vitória… 1 dia sem NAN! 2 dias sem NAN! 3 dias sem NAN… até que… perdi a conta e recuperei minha confiança na minha capacidade de nutrir! Voltei algumas outras vezes por lá, para pasteurizar leite para estocagem, outras para doação, e ainda para avaliação médica quando tive uma ‘mini-mastite’ no retorno ao trabalho. Sempre fui MUITO bem atendida.
Amigos: alguns amigos em especial me ajudaram muito nessa jornada, como a Suzana que me repetia insistentemente para eu conhecer o IMIP (desde a minha gravidez); a Fabiana que me emprestou a bombinha tira-leite que salvou nossas vidas no retorno ao trabalho e nas incontáveis empedradas do caminho; Suely, parteira-comadre sempre orientando como lidar com a leitaria, penteando o peito, com banhos mornos ou simplesmente dedicando uma palavra de incentivo; a Analu, doula-amiga e constante companhia de mamódromos, fraldários e afins; Nélia, Aninha, Júlia, Dan e toda a turma mamífera que eu conheci depois que o Kael nasceu, minhas fontes de inspiração, minhas iguais.
Empresa, Chefe e Colegas de trabalho: voltei a trabalhar 1 semana antes de Kael completar 4 meses. Havia estocado alguns vidros de LM, mas como trabalhava longe e não podia voltar para almoçar em casa, o estoque tinha que ser muito maior. Não conseguia extrair suficiente durante a semana nos momentos em casa, então tive que ordenhar no trabalho, aproveitando as mamas cheias de saudade do meu pequeno. Usava uma sala de reunião, contando com um ‘colega-porteiro’ – que sabia o que se passava dentro da sala com papel afixado na janelinha de vidro. Retirava em torno de 150ml por dia que servia basicamente para a alimentação do dia seguinte, assim, sempre que podia em casa, nos fins de semana, estimulava a produção para conseguir garantir o estoque da semana. A geladeira da copa virou uma sucursal do IMIP, cheia de vidrinhos de leite, e o pessoal da limpeza já sabia que não poderia limpar a geladeira enquanto estivessem meus vidrinhos por lá. Até isso foi combinado pensando no Kael: o dia da limpeza da geladeira da empresa! Além disso, quantas vezes tive que sair correndo porque não tinha estoque suficiente e estava chegando a hora dele mamar, ou ainda por que tive que ir ao IMIP com ‘febre de leite’ ou para as regulares consultas à pediatra? Sem o apoio das minhas colegas, da minha chefe e a postura da empresa não teria dado certo.
Fábio: esposo, pai do Kael e companheiro de conquistas. Seu apoio vem desde a jornada rumo a um parto respeitoso, compreendendo minhas necessidades e expectativas. Com o nascimento do Kael acordava de madrugada e me socorria pegando o bebê pra mamar, colocando pra arrotar, ajudando nas cólicas. Nunca nem sequer passou pela cabeça dele que meu leite não fosse suficiente para nutrir seu filho, que crescia e engordava a olhos vistos. Ensaiou alguns ciuminhos ao me ver amamentando rua afora, mas logo percebeu que a finalidade era pra lá de nobre e uma fraldinha resolvia a parada. Não consigo imaginar como seria se ele não acreditasse na minha capacidade. Certamente não teria conseguido.
‘Mana’: minha babá, que virou babá do Kael. Após 30 anos cuidando de mim ela sempre se dedicou a cuidar do meu filho do jeito que eu determinei, e como a determinação era amamentação em livre demanda, evitar mamadeiras e aleitamento exclusivo até os 6 meses… Ela cumpriu seu papel sempre me lembrando de colocar a concha na sacola, escaldando e congelando intermináveis vidros de nescafé, lavando minuciosamente a bombinha tira-leite, posteriormente oferecendo com paciência invejável LM descongelado em copinho, depois em colherinha. Sem ela teria sido impossível o sucesso da amamentação especialmente após o retorno ao trabalho.
Mamãe: embarcou conosco na jornada. Sou filha única, Kael é o 1º neto… Muitas novidades desde meu nascimento em 1978. Achou meio esquisito quando eu recusei um ‘esterilizador de mamadeira’ que minha tia daria, mas aos poucos compreendeu que item mais desnecessário não poderia existir em uma lista de bebê. Mamãe participou como uma grande apoiadora em nossas decisões, desde o parto até a inevitável constatação que meu leite era a única coisa que o Kael precisaria até os 6 meses. Na verdade acho que ela nunca duvidou da minha capacidade, como é característico dela. Esteve presente na 1ª mamada, esteve presente quando sucumbi ao NAN, esteve presente quando me libertei do NAN, esteve presente quando comemoramos 6 meses de LM (tá, semi-exclusivo, mas vale a comemoração!) e está presente no processo de amamentação ‘quase-prolongada’… Sabe que o desmame ainda não está planejado e será lento, no nosso ritmo, por isso é capaz de viajar muitos km comigo para levar o Kael em meus compromissos profissionais e não interromper a amamentação bruscamente. Outra figura fundamental no nosso sucesso!

Então é isso! Não tem mistério! É graças a essa “tropa de elite” que temos levado esses 660 dias de nutrição, amor e saúde.

Thaíssa, mãe do Kael

Faltam 11 dias pra SMAM!

julho 21, 2008 by

Primeiro, parabéns pela iniciativa de vocês!

Em todos os tipos de trabalho de promoção da saúde, acho que o que mexe mais profundamente com as mulheres é o da troca de experiências entre iguais, ou pelo menos parecidos, se é que me entende. Eu juro que resisti bastante para mandar esse depoimento. A gente sempre tem uma porção de coisas pra fazer… Mas qdo vcs mandaram esse email só pra mim, aí eu não resisti, e embora eu já tenha apoiado muita gente, e saiba direitinho ou pelo menos imagine o valor desse apoio, só depois dessa experiência pela qual eu passei com o meu filho caçula, o Henrique (e lá se vão 16 anos) é que eu pude ver a grandeza dele, e mais, a partir daí me empoderar para apoiar verdadeiramente outras mulheres nessa caminhada. Gostaria de que tivessem como premissa que todo o meu relato foi a minha experiência e de minha família, não estando eu querendo com isso dizer o que é ou não certo fazer, mas sim contando a nossa experiência para que possa ajudar a outras mulheres a atravessar esta fase da melhor maneira.

O Luís Felipe foi nosso primeiro filho, super desejado, passei uma gravidez maravilhosa, plena, feliz. Participei de grupos de gestantes e desde o primeiro dia do pré-natal falei para a obstetra que queria ter parto normal, e ela concordou dizendo que tudo bem. Ao final da gestação, eu estava na 39ª sem e nada de entrar em trabalho de parto, todos sabem como é a ansiedade desse período, aí foram pedidos os exames: ultrasonografia e doppler. Na 40ª semana, já bastante ansiosos, eu também não entrava em trabalho de parto e aí começaram as conjecturas médicas: a placenta pode estar muito madura, não estar nutrindo tão bem o bebê; pode haver uma circular de cordão, de repente é por isso que vc não entra em trabalho de parto, enfim, nesse país de cesarianas, nós três (pai, mãe e bebê) precisávamos de mais para enfrentarmos toda essa pressão. O final dessa estória é fácil de saber: eu fui submetida a uma cesariana e a idade gestacional do Luís Felipe após o exame feito pelo pediatra foi de 38 semanas. É claro que não estava na hora…

Pra completar, ele teve icterícia neonatal (muito provavelmente por conta de algum tipo de prematuridade, já que o nosso sangue não é incompatível), tivemos de ser reinternados em outro hospital para que ele recebesse tratamento e fototerapia. Nem preciso dizer que daí para frente as coisas foram ficando cada vez mais difíceis. Eu só fazia chorar e tinha um sentimento de frustração e perda enormes. Quando tentava colocar meu filho no peito ele chorava, chorava, e com meu estado ansioso cada vez tinha menos leite. Em sua primeira consulta com quase um mês de vida ele tinha perdido quase 500 gramas.

Depois analisando, em outros momentos também, mas pude perceber que principalmente neste momento eu precisei de apoio de alguém que pudesse clarear as coisas, mas não tive. Meu marido se sentia tão fragilizado como eu, embora solidário. Nem profissionais de saúde, nem amigos, nem parentes, ninguém que pudesse nos apoiar naquele momento, não da forma como precisávamos. E olha que nós recebemos muitas visitas…

Mas como depois de uma noite vem outro dia, meu filho foi crescendo lindo e muito amado, embora eu tivesse isso mal resolvido em mim… Foi quando, 1 ano e 5 meses depois, descobri que estava grávida do Henrique, que não foi planejado, mas também muito desejado tão logo soubemos. Podem imaginar todos os filmes que passaram na minha cabeça naquele início de gravidez. Nessa época eu já estava trabalhando com mulheres e grupo de gestantes e trabalhava com profissionais de saúde muito experientes com gestantes e partos. Minha primeira dificuldade foi escolher quem acompanharia meu parto, até que por indicações cheguei a um obstetra que eu sabia acompanhar a maioria dos partos vaginais. Acabei que só comecei a fazer o acompanhamento pré-natal com 16 semanas tamanha era a minha dificuldade em escolher com medo de me frustrar mais uma vez.

Participei de um maravilhoso grupo de gestantes, com coordenadoras super legais e fiz trabalho corporal durante toda a gravidez. Com 39 semanas, durante o banho, perdi o tampão mucoso, aquela  “gosminha” que fica no colo do útero durante a gravidez. A combinação que fiz com o obstetra é de que ele só interviria (cesariana) caso fosse extremamente necessário, observando-se também que eu tinha uma cesariana anterior e que esse útero poderia ter uma ruptura durante o trabalho de parto. A única coisa que ele me pediu é que gostaria de acompanhar meu TP comigo internada por segurança. Eu topei as condições. Após perder o tampão comecei a sentir contrações fracas, mas fui à consulta. Não tinha dilatação, as contrações passaram e ele explicou que o tampão poderia inclusive se refazer, que não seria para aquele dia, mas pra eu ficar atenta, e tentar fazer as coisas que gostava, relaxar. Naquele dia fui passear com meu marido na praia, tomar água de côco. Dois dias depois as contrações começaram brandas e à tarde foram ficando mais  fortes. A noitinha quando fui examinada, o obstetra me disse que eu tinha 4/5 cm de dilatação e que eu deveria me internar. Eu, que na outra gravidez não tinha sentido absolutamente nada, nem perdido o tampão, estava muito feliz com todas aquelas sensações que estavam acontecendo com o meu corpo me dando a certeza de que o nosso filho estava chegando da melhor forma. Internei às 23h, e cada vez as contrações e conseqüentemente a dilatação aumentava.  Meu marido e as coordenadoras do grupo de gestante estiveram o tempo todo comigo, fazendo massagens, me davam banho, me acariciavam, caminhávamos madrugada afora. Ás 6h fui levada para a sala de parto, aí já estava com 9 cm de dilatação, sentindo algumas contrações incômodas, mas muito feliz. Quando comecei a me posicionar na sala de parto, o obstetra conversou comigo se não gostaria de ficar de cócoras, pois assim participaria mais ativamente do nascimento de meu filho. Realmente não era essa a minha pretensão, mas rapidamente pensei na idéia e resolvi topar o desfio (mais um).

Às 6h15 meu filho nasceu através de parto de cócoras, eu o peguei e coloquei ao seio para mamar na mesma hora. E ele mamou muito. Realmente não posso descrever a emoção que senti e o que aquilo representou para mim e para a nova família que se formava naquele momento. Durante e após o nascimento, embora num hospital, a luz era baixa e a atitude era de imenso respeito e gentileza com que estava acontecendo e com a nova vida que chegava com aquela manhã. O céu que podia ver entre as persianas era vermelho de crepúsculo, foi muito emocionante. O apoio continuava nos primeiros dias; fui com o Henrique ao grupo toda feliz e orgulhosa contar a experiência do parto para as outras grávidas. E embora tivesse uma cirurgia de redução mamária anterior (outra questão muito controversa) eu persisti amamentando exclusivamente, seguindo todas as orientações e sendo muito apoiada de todas as formas.

Na consulta dos 30 dias (e eu tinha medo dela, pois o meu mais velho nessa pesagem havia perdido quase 500 gramas) eu tive a maravilhosa, e inédita surpresa de que o meu filho, apenas com o meu leite, e nós dois, nós três, nós quatro, com muito APOIO engordou 700 gramas neste primeiro mês!!!!!!! Para mim isso foi o nirvana e a coroação de tudo o que eu almejei. É claro que, indiscutivelmente, eu acreditei em mim, mas o apoio foi fundamental neste processo. Principalmente no meu caso, por ser enfermeira, as informações, as técnicas, ficam muito no terreno racional, e precisamos que tudo isso passe  para o plano emocional para que seja vivenciado plenamente e transformado numa experiência positiva. E isso se consegue com apoio, com troca de experiências, com afeto, com carinho, com colo, com peitos! 

Espero que a minha experiência de apoio possa abrilhantar o calendário do grupo Matrice. Parabéns, meninas!!

Fernanda Sá, enfermeira, fotógrafa e mãe de Luis Felipe e Henrique

Faltam 12 dias…

julho 21, 2008 by

 

 Banco de imagens da Matrice

 

Durante a gestação contrai hepatite A, e o meu bebê apresentava uma imagem no seu abdome, na ultrassonagrafia, fui acompanhada pelo obstetra e por uma cirurgiã-pediátrica, já sabíamos que ele iria ser submetido a uma  cirurgia após o nascimento. Sendo assim, logo após o parto, o meu bebê foi para UTI neonatal, isso aconteceu às 23 horas e só no dia seguinte pude ter contato com ele. Ao primeiro encontro ele foi amamentado, tentativa de sucção, mas logo ele ficou de dieta zero para cirurgia, e depois da cirurgia foi alimentado por nutrição parenteral por 5 dias.

Durante esse período, minhas mamas estavam cheias e todos os dias eu passava horas no lactário do hospital, realizando ordenhas manuais, massagens e esvaziamento das mamas (que luta! e quantas lágrimas derramadas), mas pedia às lactaristas que não desistissem e continuassem todo o processo; até que um dia a cirurgiã me disse “Hoje você vai coletar o leite pois vamos alimentá-lo com o seu leite e se ele responder bem vamos liberar para ele sugar ao seio”, ele era o maior bebê da UTI naquele período (3.580 kg), as outras mães me diziam que queriam ver os filhos delas gordinhos como o meu, e tudo deu certo naquela tarde, ele aceitou o leite e logo foi colocado ao seio.

Que emoção! Já tinha uma experiência de amamentar minha primeira filha e sabia o quanto era importante para mim e para ele aquela atitude, e depois de passado todo esse sufoco ele mamou por um ano.

Sou enfermeira e trabalho em maternidade há 18 anos, sou defensora do aleitamento materno e atualmente estou aprendendo muito participando como presidente de uma comissão de incentivo ao aleitamento materno no hospital que trabalho.

Indira Araújo

 

Faltam 13 dias…

julho 19, 2008 by

Quando meu segundo filho, Fernando, nasceu, eu me achava a mãe mais experiente do mundo. Tinha um filho de dois anos, o Henrique, que tinha mamado no peito até nove meses de idade e com quem a amamentação tinha corrido muito bem.

Na gravidez do Henrique, eu tinha feito o cursinho de gestantes do hospital, onde ensinavam que “pega boa” é “boquinha de peixe” e sem fazer estalinho. Não que esteja errado, mas eu achava que isso era tudo e que amamentar o Fernando ia ser “bico” – sem trocadilhos.

Não podia estar mais enganada. O Nando berrava já na maternidade. Mamava muito e berrava mais ainda. Em casa, meus mamilos começaram a ficar cheios de fissuras e as dores eram absurdas. Dor do parto é moleza, perto da dor de fissuras mamilares (pelo menos, para mim). Aí começaram os palpites.

“Para quê isso?”. “Desmama esse moleque, para que sofrer tanto?”. “Amamentei o fulaninho só um mês e ele nunca ficava doente!”. Tudo isso no meio da minha dor: podia ser um diabinho me tentando… Podia, mas não foi. Porque eu estava muito firme na minha decisão de amamentar o Fernando, nas minhas convicções de que o leite materno era o melhor alimento para meu filho. A dor era ruim, mas era algo que eu conseguia isolar, não prestar atenção nela e sim no bebê, que mamava com gosto.

Acontece que, desde que meu primeiro filho nasceu, eu fazia parte de algumas comunidades virtuais de mães recentes e gestantes. Descobri o GAMA, a Ana Cris, as doulas, a Ingrid Lotfi (doula no Rio de Janeiro) e muitas outras organizações e pessoas que incentivavam o parto natural e a amamentação. Essas “descobertas” foram muito importantes, mas a Ingrid Lotfi foi fundamental. As coisas que a Ingrid escreveu lá atrás, em 2003, fizeram a diferença em 2005, na minha insistência em manter o Fernando no peito.

Comecei a tomar algumas medidas para tentar curar meus mamilos. Tomava sol nos seios, passava pomada de lanolina, fiz compressa de casca de papaia, passei chá de casca de romã e usei uma pomada cicatrizante. Foi funcionando aos poucos. Daí, ganhei um intermediário de silicone e quase que meu filho larga o peito: aquela coisa deslocava-se para dentro da garganta dele e causava ânsia. Fora que o leite diminuiu. Tomei chá-da-mamãe, tintura de algodoeiro, descansei de montão e o leite foi voltando, o peito sarando e o Fernando sempre mamando. Não foi uma história longa, porque, aos sete meses do Fernando, ele largou o peito. Insisti por uma semana, mas ele ficou irredutível, fazia cara de nojo e tudo mais.

De qualquer modo, esse é meu relato de apoio na amamentação: o incentivo que a querida Ingrid Lotfi me deu, dois anos antes de meu segundo filho nascer, foram a força de que eu precisava para resistir a tanta pressão para desistir. O apoio é importantíssimo e pode assumir várias formas. Para mim, veio na forma de uma mulher do Rio de Janeiro, que conheci em uma lista, arrumando a maior briga na defesa do parto natural, e que acabou virando minha amiga. Uma amiga que nunca vi de verdade, só em fotos e conversando por emails. O amor escolhe as mais diversas formas de se manifestar. Apoio à mulher que amamenta é amor, sim. Obrigada, Ingrid!

Pri, mãe do Henrique e do Fernando